A uma semana da primeira fase, que acontece no próximo domingo (26), a atenção de milhares de estudantes se volta para o vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), um dos mais disputados e respeitados do Brasil. No ano anterior, o processo seletivo atraiu cerca de 64 mil candidatos para pouco mais de 2,5 mil vagas, um cenário que evidencia a alta concorrência e a necessidade de uma preparação consistente.
Segundo Fernanda Silveira, coordenadora do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue, a prova, elaborada pela Comvest, é projetada para ir além da simples verificação de conteúdo. “O vestibular da Unicamp é desenhado para selecionar candidatos que demonstrem não apenas conhecimento, mas também capacidade de análise crítica, argumentação e clareza na comunicação”, explica.
A estrutura do vestibular
O processo seletivo é dividido em três fases distintas:
- Primeira fase (26 de outubro): Prova objetiva com 72 questões de múltipla escolha que abrangem Linguagens, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Matemática. Esta etapa é classificatória e eliminatória, exigindo dos candidatos uma interpretação refinada de textos, gráficos e tabelas de forma interdisciplinar.
- Segunda fase (30 de novembro e 1º de dezembro): Composta por 26 questões discursivas e uma redação. O primeiro dia foca em Língua Portuguesa, Literatura, Inglês e Redação. No segundo dia, as questões são direcionadas às áreas do curso escolhido. “A segunda fase exige profundidade nas respostas e clareza na exposição do raciocínio. Não basta acertar o resultado, é preciso demonstrar domínio do conteúdo”, destaca a coordenadora.
- Terceira fase: Provas de habilidades específicas, aplicadas apenas para cursos como Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Dança e Música.
O diferencial da redação
A prova de redação da Unicamp é conhecida por sua versatilidade, oferecendo duas propostas de gêneros textuais variados, como artigo de opinião, carta ou manifesto. O candidato deve escolher uma delas. “Essa variedade exige do candidato não apenas domínio da norma culta, mas também flexibilidade e repertório cultural amplo”, aponta Fernanda Silveira.
Preparação e controle emocional
Além do estudo aprofundado, a especialista recomenda que os estudantes invistam em repertório sobre temas da atualidade e treinem a gestão do tempo com simulados. O controle da ansiedade também é um fator decisivo. “Técnicas de respiração e organização da rotina ajudam a diminuir a pressão e aumentar a autoconfiança”, aconselha.
Para a coordenadora, o processo de preparação amadurece o estudante intelectualmente, independentemente do resultado final, desenvolvendo habilidades que serão valiosas por toda a vida acadêmica e profissional.





























